segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Influência Oculta


Escrito por: José Antonio Ferreira da Silva.

Nessa minha vida de espírita eu escuto de tudo.
Escuto comentários que às vezes dá vontade de rir e outros que dão vontade de chorar.
Meu Deus, quanta ignorância a respeito da vida e das leis espirituais. Nesses comentários, o que eu realmente vejo são as pessoas fugindo de assumir a responsabilidade sobre suas vidas, de encarar a realidade e o pior, culpando os outros pelos seus desencontros e suas decepções.
Um dos bodes expiatórios mais populares são os espíritos. Coitados deles! São responsabilizados por tudo; da dor nas costas à queda de cabelo, é mole? Mas é verdade gente! Ninguém quer encarar a realidade de que são elas próprias que constroem o próprio destino.
Nas minhas viagens para realizar palestras e no meu programa de rádio eu costumo escutar coisas do tipo: “meu marido bebe por que tem um espírito que faz ele beber”; “meu marido não deixa a outra mulher por que ela botou um encosto nele” e ainda “um espírito entrou em mim e eu quebrei tudo lá em casa”. E, pasmem, na maioria das vezes elas são espíritas e justificam todas essas asneiras usando a questão 459 de O Livro dos Espíritos, quando Allan Kardec pergunta:

“Os espíritos influem sobre os nossos pensamentos e as nossas ações?” Respondem os espíritos: “Nesse sentido a sua influência é maior do que supondes, porque muito freqüentemente são eles que vos dirigem.”

Elas não estudam com profundidade o Espiritismo e nem refletem coisas básicas do tipo: como se processa essas influências? Que leis regem essas influências? E até onde vão essas influências?
Mas a espiritualidade não nos deixa dúvidas. Quem realmente estuda, aprende que as influências espirituais são regidas pela lei de sintonia e afinidade, que somos nós, com as nossas atitudes mentais e comportamentais que atraímos os espíritos evoluídos ou os atrasados para junto de nós, e que como tudo na vida, isso tem conseqüências e às quais não poderemos fugir. Pois como diz o espírito Joanna de Ângelis, no seu livro Plenitude: “Somente há obsessão e sofrimento, por que se elegem os comportamentos doentios em detrimentos daqueles outros positivos”. Não são eles que nos trazem os vícios e as paixões, mas somos nós que, com os nossos vícios e paixões, atraímos as companhias espirituais desequilibradas.
Temos livre-arbítrio e ninguém, seja espírito encarnado ou desencarnado, conseguirá nos influenciar a fazermos uma coisa a qual não queiramos.
Culpar os espíritos pelas nossas falhas é fugirmos de encarar a realidade e a necessidade de dirigirmos a nossa própria existência.O próprio Allan Kardec nos chamou atenção em O Livro dos Médiuns a “evitar atribuir à ação direta dos espíritos todas as nossas contrariedades, que, em geral, são conseqüências da nossa própria incúria ou imprevidência”. Você continuará sempre sendo o que você faça de você. A influência espiritual existe e existirá de acordo com o que você é, e não determinando o que você será. Portanto, não culpe os espíritos pela bebida, pela traição e pelos desequilíbrios que, na maioria das vezes, eles são meros coadjuvantes e você a estrela principal, pois é você quem escolhe os pensamentos, quem escolhe as atitudes e quem desencadeia os fatos.Reflita antes de culpar os espíritos, porque se você for investigar a origem e a causa das obsessões, as encontrará em você mesmo. É você quem abre a fresta e dá espaço a influência negativa ou quem eleva o pensamento e sintoniza com a espiritualidade maior agindo sempre da melhor maneira possível. É hora de mudarmos a postura e entendermos as verdades básicas da vida. Você está onde você se põe. Só quando assumirmos o compromisso de cuidarmos de nós mesmos é que conseguiremos viver a felicidade que tantos sonhamos. Felicidade que não é privilegio, nem dádiva. Felicidade é conquista de quem escolheu ser feliz.

Ao reproduzir o texto favor citar o autor e a fonte.

© 2007 Revista Cristã de Espiritismo

domingo, 4 de novembro de 2007

Jornadas Interplanetárias

Souza Rocha

O entendimento das leis divinas confere-nos a possibilidade de sentir que há uma harmonia plena em todo o Universo, jamais quebrada em toda a Eternidade. As leis supremas não poderiam ficar sujeitas a casuísmo, quais as humanas; a falhas e, nesse caso, a consertos ou remendos em decorrência dessas.

Nunca tive dúvidas quanto a asertiva de haver muitas moradas na casa do Pai, vida inteligente no Infinito.
Isso é básico, diria que é óbvio. Se é verdade que naves espaciais têm-nos visitado diria que é bem provável. Se essas visitas são assinaladas como OVNIS há quem afirme e quem duvide disso.
Sem idéia preconcebida, li algumas obras atribuídas a Ramatis. de Hercílio Maes soube que é uma criatura dócil e dedicada. Não faço, aliás, nenhum juízo apressado sobre ele.

Acontece, porém, que, ao ler "A vida no planeta Marte e os discos voadores", lá para as tantas me atrapalhei. Diz o texto que uma nave interplanetária, involuntariamente, por mero acidente de percurso, por lamentável descuido, quer dizer, POR ACASO, atingira um avião em pleno vôo, _ desintegrando-o instantaneamente. ora, dirão, acidentes acontecem. Seja como no caso do E T cujo corpo teria sido encontrado e até necropsiado nos EE UU.
Acredite nisso quem quiser. Na Terra, a conquista espacial apenas começou. Morrem astronautas. Previsível, arriscado que é.
Mas a questão em si mesma se complica no meu modo pessoal de ver, em decorrência da explicação dada. Em princípio, por se dizer que o acaso rompeu a ordenação dos fatos. Diz-se na obra que, principalmente por isso, a equipe extraterrena socorrera o aviador, ou seja, o Espírito da vítima. Natural que o fizesse. A rotura dos compromissos dele com a Terra, que não estava no roteiro de vida, na seqüência "cármica", no esquema evolutivo, causa espécie.

Pelo menos a mim, lá isso, causa, continua a explicação dizendo que, por isso, pelo aleatório de seu "destino" inesperado, implícita quebra de ordem nas esferas diretoras do Universo, teria sido conduzido a uma nova encarnação no planeta por isso responsável, em área mais aproximada possível de seu estágio evolutivo. Teria sofrido, no mínimo, um período de adaptação. Como teriam ficado seus compromissos com a Lei em relação à Terra? Dir-me-ão:

Espíritos reencarnam em outros mundos. Sim, eu sei. Mas consoante determinismo previsíveis. Nesse caso, seriam antes liberados dos compromissos para com a sociedade terráquea, queremos crer. E agora uma curiosidade, pelo menos: Por que não foi o Espírito devolvido à comunidade terrena mesmo, com o clássico pedido de desculpas da "alta diplomacia" interplanetária? Levando, quiçá, nas mãos, até mesmo um "passaporte" como prêmio de consolação? como teria ficado sua ficha, nesse caso, nos arquivos da Terra?

- "Desaparecido?" como entender essa "promoção" que, de alguma forma, fere a lei do mérito, compensatória? As relações interplanetárias deverão, nas próximas vezes, seguir caminhos bem mais lógicos...

Retirado de "Temas Espíritas em Debate" - Editora O Clarim - Matão, SP

A Criança

A criança é o dia de amanhã, solicitando-nos concurso fraternal.


Planta nascente - é a árvore do futuro, que produzirá, segundo o nosso auxílio à sementeira.


Livro em branco - exibirá, depois, aquilo que lhe gravarmos nas páginas agora.


Luz iniciante - brilhará no porvir, conforme o combustível que lhe ofertarmos ao coração.


Barco frágil - realizará a travessia do oceano encapelado da Terra, de acordo com as instalações de resistência com que lhe enriquecermos a edificação.


Na alma da criança reside a essência da paz ou da guerra, da felicidade ou do infortúnio para os dias que virão.


Conduzirmos, pois, o espírito infantil para a grande compreensão com Jesus é consagrarmos nossa vida à experiência mais sublime do mundo - o serviço da Humanidade na pessoa dos nossos semelhantes, a caminho da redenção para sempre.


MEIMEI

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

A Igreja em Casa

Do Culto cristão do lar

Nasce a fonte cristalina

De bênçãos da Paz Divina,

De dons da Divina Luz!...

Nele, aprendemos a amar

A dor, a luta, a alegria

E a iluminar cada dia

Na inspiração de Jesus.

Cultiva em teu doce abrigo

A sublime sementeira

Que te guarda a vida inteira

No amor, na consolação...

Sentirás, então, contigo,

Sobre a crença que te abrasa

O evangelho vivo em casa

E o mestre no coração.

JOÃO DE DEUS

Mensagem extraída do livro "Nosso Livro" psicografada por Francisco Cândido Xavier.

"Entre as paredes do templo familiar, preparamo-nos

Procedimentos

Escolhe-se um dia da semana e hora em que seja possível a presença de todos os familiares ou da maior parte deles, observando-se com rigor a sua constância e pontualidade, para facilitar a assistência espiritual.

A direção do Culto do Evangelho no Lar caberá a um dos cônjuges ou a pessoa que disponha de maiores conhecimentos doutrinários. Cabe
lembrar, no entanto, que por se tratar de um estudo em grupo não é
necessária a presença de pessoas com cultura doutrinária. Na pureza
dos ideais e na sinceridade das intenções, todos aprenderão juntos, auxiliando-se mutuamente.

Importante que os temas sejam discutidos com a participação de todos, na medida do possível, sem imposições, para evitar-se constrangimentos.

Deve-se buscar um ambiente amistoso, de respeito, pois, viver e falar com Jesus é uma felicidade que não se deve desprezar.

Antes do inicio da reunião, prepara-se o local, colocando-se em cima da mesa água pura, em uma garrafa, para ser beneficiada pelos Benfeitores Espirituais, em nome de Jesus.

Jesus no Lar

"Onde quer que se encontrem duas ou três pessoas em meu nome, eu com elas estarei"

Jesus. (Mt.18:20 )

O QUE É O CULTO DO EVANGELHO NO LAR?

Trata-se do estudo do Evangelho de Jesus em reunião familiar. O (culto)Estudo do Evangelho no Lar, realizado no ambiente doméstico é precioso empreendimento que traz diversos benefícios as pessoas que o praticam.

Permite ampla compreensão dos ensinamentos de Jesus e a prática destes, nos ambientes em que vivemos. Ampliando-se o conhecimento sobre o Evangelho, pode-se oferecê-lo com mais segurança a outras criaturas, colaborando-se para a implantação do Reino de Deus na Terra.

As pessoas, unidas por laços consangüíneos, compreenderão a necessidade da vivência harmoniosa e, dentro de suas possibilidades, buscarão, pouco a pouco, superar possíveis barreiras, desentendimentos e desajustes, que possam existir entre pais e filhos, cônjuges e irmãos.

Através do estudo da reencarnação, compreenderão que, aqueles com quem dividem o teto, são espíritos irmãos, cujas as tarefas individuais, muitas vezes, dependerão da convivência sadia no ambiente em que vieram a renascer.

Aqueles que, desde cedo, têm suas vidas orientadas pela conduta Cristã, evitam, com mais facilidade, que os embriões dos defeitos que estão latentes em seus espíritos apareçam, sanando, desta forma, o mal antes que ele cresça.

Se, porventura, tendências negativas aflorarem, apesar da orientação desde a infância, encontrarão seguros elementos morais para superá-las, porque os ensinamentos de Jesus tornam-se fortes alicerces para a sua superação.

Com o estudo do Evangelho de Jesus aprende-se a compreender e a conviver na família humana.

Assim, conscientes de que são espíritos devedores perante as Leis Universais, procuram conduzir-se dentro de atitudes exemplares, amando e perdoando, suportando e compreendendo os revezes da vida.

Quando o Culto do Evangelho no Lar é praticado fielmente à data e ao horário semanal estabelecidos, atrai-se para o convívio doméstico Espíritos Superiores, que orientam e amparam, estimulam e protegem a todos.

A presença de Espíritos iluminados no Lar afasta aqueles de índole inferior, que desejam a desunião e a discórdia. O ambiente torna-se posto avançado da Luz, onde almas dedicadas ao Bem estarão sempre presentes, quer encarnadas, quer desencarnadas.
As pessoas habituadas à oração, ao estudo e á vivência cristã tornam-se mais sensíveis e passíveis às inspirações dos Espíritos Mentores.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Pense nisso

Todos elogiam a primavera e esperam ansiosamente por ela, pois pensam que as flores surgem nessa época do ano.
Na realidade as flores surgem no inverno, ainda que clandestinamente, e se manifetam na primavera.
A escassez hídrica, o frio, a baixa luminosidade, pertinentes ao inverno, castigam as plantas, levando-as a produzir metabolicamente as flores que desabrocharão na primavera.
As flores contém as sementes, e as sementes expressam uma tentativa de continuação do ciclo da vida das plantas diante das intempéries que atravessam no inverno.
O caos do inverno é responsável pelas flores da primavera....

A.J.Cury